A ETAR da Nora corresponde a um investimento de 192.049 euros e irá permitir o tratamento dos efluentes produzidos por 620 habitantes-equivalentes, enquanto a ETAR de Orada representa um investimento de 321.035 euros e irá permitir o tratamento dos efluentes produzidos por 389 habitantes-equivalentes.
A Estação de Tratamento de Águas Residuais da Nora destina-se a servir a aldeia da Nora, tendo lugar a descarga do efluente final tratado na ribeira de Santiago. A ETAR existente serve, desde 1986, apenas os habitantes da Nora, estando agora previsto o aperfeiçoamento do funcionamento destas instalações. As intervenções a realizar na ETAR da Nora, basear-se-ão, fundamentalmente, na construção de uma nova obra-de-entrada e na impermeabilização das três lagoas com um sistema de telas. Outra medida de reabilitação, consistirá na remoção das lamas acumuladas no fundo das lagoas, na sua desidratação e transporte a destino final adequado.
A Estação de Tratamento de Águas Residuais da Orada destina-se a servir a povoação da Orada. A descarga do efluente final tratado terá lugar na Ribeira de Alcaraviça. O presente Projecto de Execução da ETAR da Orada prevê a construção de uma obra-de-entrada de forma a permitir um tratamento preliminar das águas brutas elevadas, antes do seu envio à fossa séptica. A fossa séptica preconizada para a ETAR da Orada, será constituída por três compartimentos, sendo que o primeiro apresenta uma volumetria de 158m3 (50% do volume total), ao passo que o segundo e terceiro compartimento apresentam um volume de 79 m3. Devido à acumulação de lamas por grandes períodos de tempo, que conduz à libertação de gás, e à profundidade relativamente reduzida das fossas é muito mais vulnerável à ressuspensão das matérias sólidas e à saída de lamas no seu efluente. A divisão da fossa em mais do que um compartimento minimizará o efeito dos choques hidráulicos e, consequentemente, evita a saída de lamas no efluente.
Estas Instalações de Tratamento de Águas Residuais, cuja entrada em funcionamento se prevê para o primeiro semestre de 2010, irão garantir não só o cumprimento dos requisitos legais respeitantes à rejeição final de efluentes domésticos, mas, acima de tudo, a preservação dos recursos hídricos dos municípios onde se inserem.